AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE GENOTÓXICA DO EXTRATO AQUOSO DE Averrhoa carambola, POR MEIO DO TESTE DO MICRONÚCLEO EM Tradescantia pallida

Jéssica Paula Santos, Gustavo Ferreira Pereira, Brenno Souza Mundim Porto, Mikaella Vitória Silva Machado, Thays Cunha Vieira, Cássio Resende de Morais

Resumo


Averrhoa carambola, conhecida popularmente como carambola é uma árvore pertencente à família das Oxalidacea, nativa da Índia, que foi introduzida no Brasil em 1817, como fitoterápico estimulador de apetite, febrífugo e antidiurético. Embora haja dados toxicológicos sobre o fruto, no momento, não existe dados pautados na genética toxicológica em nenhum organismo e em nenhum sistema teste. Partindo da premissa que o fruto é comumente consumido no país, o presente trabalho teve como objetivo, avaliar a capacidade genotóxica do extrato aquoso de A. carambola, por meio do teste do micronúcleo em Tradescantia pallida (Trad-MN). Após aclimatização (24h) em solução de Hoagland, T. pallida foram submetidas ao tratamento com 100, 50; 25 e 12,5% de extrato aquoso de A. carambola (suco concentrado de todas as partes do fruto), por 24 h. Em seguida as hastes de T. pallida foram submetidas etapa de recuperação. As inflorescências jovens das hastes foram colhidas e fixadas em solução Carnoy e, após 24 horas, foram conservadas em etanol 70% até o momento das análises. As anteras obtidas dos botões coletados foram maceradas sobre lâminas para microscopia, coradas com corante carmim acético e em seguida cobertas com lamínulas e analisadas em microscopia óptica. Nenhuma das concentrações de A. carambola deferiu do controle negativo (p > 0,05). Nas condições experimentais testadas e em T. pallida, o extrato aquoso de A. carambola não apresentou efeito genotóxico. Mais estudos precisam ser feitos, objetivando a obtenção de mais dados sobre a toxicocinética dos componentes fitotóxicos do fruto.

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ISSN: 2238-4405