Administração

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Bacharelado em Administração

Portaria de Renovação de Reconhecimento nº 267, de 03 de abril de 2017
Regime: Semestral
Modalidade: Bacharelado
Turno: Noturno
Nº de vagas: 50 vagas
Duração: 4 anos (8 períodos)
Critérios de avaliação: 100 pontos distribuídos por semestre, sendo necessário a obtenção de, no mínimo, 60 pontos para aprovação
Coordenador(a): Professor Mestre Norival Carvalho Cunha
E-mail: administracao@fucamp.edu.br

Apresentação:

O desenho do curso de Administração da FUCAMP foi planejado no sentido de proporcionar um forte embasamento teórico, apoiado em sólida vivência prática. A carga horária destinada à predominância do ensino foi dimensionada de maneira a permitir que cada, contudo programático fosse abordado adequadamente. A dimensão prática do curso está sendo assegurada através do estágio supervisionado. Através do estágio o aluno vivenciará de maneira deliberada e, atividades com crescente grau de competitividade, o conteúdo teórico das disciplinas. O estágio prático, o aluno exercitará o seu espírito empreendedor. O estágio supervisionado segue os modelos preconizados pelas diretrizes que essa matéria no curso de administração, mas ocorrerá em um estágio mais avançado, de possibilidade de intervenção efetiva do acadêmico.

Objetivo:

Apresentam-se como objetivos gerais do curso “Formar administradores que possam atuar com ética e competência para melhoria do desempenho das organizações, visando contribuir para melhoria da qualidade de vida e bem estar da comunidade”. Os administradores egressos deste curso deverão estar qualificados para atuar em equipes e motivá-las, serem capazes de comunicar-se adequadamente, agirem criativamente na solução de problemas e principalmente serem agentes de mudanças nas organizações e na sociedade.

Mercado de Trabalho:

O Bacharel em Administração poderá atuar em:

  • Empresas Privadas de Capital Nacional e Multinacionais, de Economia Mista e Públicas;
  • Autarquias e Fundações;
  • Administração de Cidades;
  • Finanças;
  • Relações Humanas;
  • Vendas e Marketing;
  • Comércio Exterior;
  • Gestão de Negócios;
  • Hotelaria;
  • Cooperativas;
  • Bancos;
  • Setor de Agronegócio;
  • Comércio em Geral.

Matriz Curricular do Curso

Avaliação:

As propostas curriculares atuais, bem como a legislação vigente, primam por conceder uma grande importância à avaliação, reiterando que ela deve ser: contínua, formativa e personalizada, concebendo-a como mais um elemento do processo de ensino aprendizagem, o qual nos permite conhecer o resultado de nossas ações didáticas e, por conseguinte, melhorá-las.

Essas idéias, presentes no papel e no discurso formal de muitos docentes, precisam, porém, concretizarem-se e desenvolverem-se para modificar as práticas cotidianas (as quais infelizmente divergem do discurso e dos papéis) para uma direção inovadora que traga um aumento da qualidade do ensino.

“A prática pedagógica existente nas escolas brasileiras, no que se refere à avaliação da aprendizagem, deixa muito a desejar. Faz-se necessário questionar os valores e princípios que fundamentam essa prática educativa ineficiente e responsável pelo fracasso escolar tão arraigada em nossos Estabelecimentos de Ensino. Os professores, apesar de tantas informações a respeito do sistema de avaliação, ainda permanecem com posicionamentos seculares, construindo o contexto avaliativo à sua revelia.”

“Alguns teimam em entender por avaliação os tipos de provas, de exercícios, de testes, de trabalhos etc. Não compreendem a avaliação como um processo amplo da aprendizagem, indissociável do todo, que envolve responsabilidades do professor e do aluno. Ao tratar a avaliação dessa forma, afastam-na de seus verdadeiros propósitos, de sua relação com o ensinamento, de seu aspecto formativo. O alargamento do conceito da Avaliação nos faz ver suas diversas faces e como o poder está associado à ela. Mostra o seu fim e os seus meios.

“O sistema tradicional de avaliação oferece uma direção, um parapeito, um fio condutor; estrutura o tempo escolar, mede o ano, dá pontos de referência, permite saber se há um avanço na tarefa, portanto, se há cumprimento do seu papel”. Quando avalia, o professor o faz a partir de suas concepções, seus valores, expectativas e também a partir das determinações do contexto (institucional), sendo que muitas vezes nem ele próprio tem muita clareza ou mesmo sabe explicitar estes dados considerados na avaliação dos alunos.

As avaliações realizadas nas escolas decorrem, portanto, de concepções diversas, das quais nem sempre se tem clareza dos seus fundamentos. O sistema educacional apoia-se na avaliação classificatória com a pretensão de verificar aprendizagem ou competências através de medidas, de quantificações. Este tipo de avaliação pressupõe que as pessoas aprendem do mesmo modo, nos mesmos momentos e tenta evidenciar competências isoladas. Ou seja, algumas, que por diversas razões têm maiores condições de aprender, aprendem mais e melhor. Outras, com outras características, que não respondem tão bem ao conjunto de disciplinas, aprendem cada vez menos e são muitas vezes excluídos do processo de escolarização.

No dicionário Aurélio, avaliar significa: determinar a valia ou o valor de; apreciar ou estimar o merecimento de; determinar a valia ou o valor, o preço, o merecimento, calcular, estimar; fazer a apreciação; ajuizar. Medir, significa: determinar ou verificar, tendo por base uma escala fixa, a extensão, medida, ou grandeza de; comensurar; ser a medida de.

O elemento chave da definição de avaliação implica em julgamento, apreciação, valoração, e qualquer ato que implique em julgar, valorar, implica que quem o pratica tenha uma norma ou padrão que permita atribuir um dos valores possíveis a essa realidade. Ainda que avaliar implique alguma espécie de medição, a avaliação é muito mais ampla que a medição ou a qualificação. A avaliação não é um processo parcial e nem linear. Ainda que se trate de um processo, está inserida em outro muito maior que é o processo ensino-aprendizagem e nem linear porque deve ter reajustes permanentes.

Transformar a prática avaliativa significa questionar a educação desde as suas concepções, seus fundamentos, sua organização, suas normas burocráticas. Significa mudanças conceituais, redefinição de conteúdos, das funções docentes, entre outras.

Neste momento, o que se propõe é uma avaliação contínua, formativa, na perspectiva do desenvolvimento integral do aluno. O importante é estabelecer um diagnóstico correto para cada aluno e identificar as possíveis causas de seus fracassos e/ou dificuldades visando uma maior qualificação e não somente uma quantificação da aprendizagem.

A avaliação formativa. não tem como objetivo classificar ou selecionar. Fundamenta-se nos processos de aprendizagem, em seus aspectos cognitivos, afetivos e relacionais; fundamenta-se em aprendizagens significativas e funcionais que se aplicam em diversos contextos e se atualizam o quanto for preciso para que se continue a aprender.

Este enfoque tem um princípio fundamental: deve-se avaliar o que se ensina, encadeando a avaliação no mesmo processo de ensino-aprendizagem. Somente neste contexto é possível falar em avaliação inicial (avaliar para conhecer melhor o aluno e ensinar melhor) e avaliação final (avaliar ao finalizar um determinado processo didático).

Se a avaliação contribuir para o desenvolvimento das capacidades dos alunos, pode-se dizer que ela se converte em uma ferramenta pedagógica, em um elemento que melhora a aprendizagem do aluno e a qualidade do ensino.

Assim, o sentido e a finalidade da avaliação é conhecer melhor o aluno: suas competências curriculares, seu estilo de aprendizagem, seus interesses, suas técnicas de trabalho. A isso poderíamos chamar de avaliação inicial.

Constatar o que está sendo aprendido: o professor vai recolhendo informações, de forma contínua e com diversos procedimentos metodológicos e julgando o grau de aprendizagem, ora em relação à todo grupo-classe, ora em relação a um determinado aluno em particular.

Adequar o processo de ensino aos alunos como grupo e àqueles que apresentam dificuldades, tendo em vista os objetivos propostos. Julgar globalmente um processo de ensino-aprendizagem: ao término de uma determinada unidade, por exemplo, se faz uma análise e reflexão sobre o sucesso alcançado em função dos objetivos previstos e revê-los de acordo com os resultados apresentados. A partir destas finalidades a avaliação terá as seguintes características:

A avaliação deve ser contínua e integrada ao fazer diário do professor: o que nos coloca que ela deve ser realizada sempre que possível em situações normais, evitando a exclusividade da rotina artificial das situações de provas, na qual o aluno é medido somente naquela situação específica, abandonando-se tudo aquilo que foi realizado em sala de aula antes da prova. A observação, registrada, é de grande ajuda para o professor na realização de um processo de avaliação contínua.

A avaliação deve ser global: quando realizada com vista às várias áreas de capacidades do aluno: cognitiva, motora, de relações interpessoais, de atuação etc. e, a situação do aluno nos variados componentes do currículo escolar.

A avaliação deve ser formativa: se concebida como um meio pedagógico para ajudar o aluno em seu processo educativo.

Melhora do Processo Ensino-Aprendizagem: a avaliação não começa nem termina na sala de aula. A avaliação do processo pedagógico envolve o Planejamento e o Desenvolvimento do processo de ensino. Neste contexto é necessário que a avaliação cubra desde o Projeto Curricular e a Programação do ensino em sala de aula e de seus resultados (a aprendizagem produzida nos alunos).

Tradicionalmente, o que observa-se é o processo de avaliação reduzir-se ao terceiro elemento: a aprendizagem produzida nos alunos – avaliação somativa. No contexto de um processo de avaliação formativa isto não tem nenhum sentido. A informação sobre os resultados obtidos com os alunos deve necessariamente levar a um replanejamento dos objetivos e conteúdos, das atividades didáticas, dos materiais utilizados e das variáveis envolvidas em sala de aula: relacionamento professor-aluno, relacionamento entre alunos e entre esses e o professor.

Avaliar nesse novo paradigma é dinamizar oportunidades de ação-reflexão, num acompanhamento permanente do professor e este deve propiciar ao aluno em seu processo de aprendência, reflexões acerca do mundo, formando seres críticos libertários e participativos na construção de verdades formuladas e reformuladas. Se avaliar é sinônimo de melhorar, esta melhoria se refere ao aluno, ao currículo, ao professor e, em definitivo à ESCOLA.

Assim, a avaliação do curso deve ser realizada de forma sistemática, continuada, integrada e formativa e far-se-á por meio de mecanismos como: acompanhamento sistemático do plano de trabalho dos docentes; estudos sobre o processo de qualificação do corpo docente; análise continuada do currículo proposto; estudos de egressos e avaliação discente. Periodicamente, também deve ser avaliada a atuação dos docentes e suas atividades, de acordo com as normas estabelecidas pela instituição.

Quanto a avaliação discente, para efeito de verificação do rendimento escolar, a mesma deve ser realizada por disciplina, de forma contínua e cumulativa, com apuração no final de cada semestre letivo, abrangendo os elementos de assiduidade e eficiência nos estudos, cada um deles eliminatório por si mesmo.

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